Anterior

Colégio D’arc prepara-se para realizar seu grande arraiá

21/06/2019

Anterior

Próxima

Oposição em Altos tenta sem sucesso descaracterizar o governo da petista Patrícia Leal

21/06/2019

Próxima
21/06/2019 - 11:40
Major Elizete Lima, divulga artigo que versa sobre o caso da relação do Juiz Mouro com Daltan Dallagnol, denunciado pelo site Intercept

O texto de autoria da Major Elizete Lima, não entra no mérito do caso se o ex-presidente é ou não culpado, apenas externa e preocupação da estreita relação do órgão investigador (procuradores) com o órgão julgador (Juiz Sérgio Mouro).
 Foto: Major Elizete LIma 

Major Elizete Lima, colunista da Tv e Portal O Jornal

Em um texto de aproximadamente duas laudas, a Major Elizete LIma, que prestou um relevante serviço a frente do PROERD do Piauí, e é colunista do grupo Tv e Portal O Jornal, encaminhou para a redação o texto intitulado de “Os Fins Justificam os Meios”, frase celebre do filósofo Nicolau Maquiavel, quando este resolve versar da política tal qual como ela é.

O texto objetiva de forma clara mostrar a preocupação de como se deu o processo que culminou com a prisão do presidente Luís Inácio Lula da Silva, Elizete Lima ver a relação do Juiz e dos procuradores da Lava Jato, no caso Lula muito estranha e demonstra preocupação.

O texto de autoria da Major Elizete Lima, não entra no mérito do caso se o ex-presidente é ou não culpado, apenas externa e preocupação da estreita relação do órgão investigador  (procuradores) com o órgão julgador (Juiz Sérgio Mouro).

Neste trecho extraído do artigo intitulado “Os fins justificam os meios?”  de Elizete Lima, a colunista mostra as razões pelas quais ver preocupação na relação entre Mouro e Daltan Dallagnol.

- “Não nos esqueçamos:  qualquer um de nós pode se ver envolvido em um processo judicial, ainda que sejamos totalmente inocente! 

 

Veja o artigo, intitulado “Os fins justificam os meios?”

 

O FINS JUSTIFICAM OS MEIOS?

 

A justiça brasileira, para ser levada a efeito, deve ser desenvolvida imprescindivelmente sobre o tripé: Ministério Público, Advogado e Juiz. O promotor /procurador é o agente encarregado de acusar, apresentando a denuncia munido de provas capazes de corroborar com sua tese; o advogado/Defensor Público  é responsável pela defesa do acusado, exercendo, sobretudo, o Princípio da Ampla Defesa e do Contraditório; e, o Juiz, de forma imparcial, julgará.

Ser juiz é uma tarefa muito difícil. São vidas que estão em jogo, e, quase sempre, haverá uma parte descontente. Mas nem por isso o magistrado pode se deixar influenciar por qualquer dos interesses conflitantes, sob pena de incorrer em ilegalidade. E é a própria lei proíbe a parcialidade do juiz.

No caso “Moro/Lula”, sem entrar no mérito da existência ou não de conduta criminosa do ex-presidente, com as denuncias do site Intercept Brasil de que o juiz e o procurador trocavam mensagens colaborativas para a condenação do acusado (e que não foram refutadas de imediato como falsas!), restou claro o envolvimento do magistrado no processo de acusação e até na produção de provas contra Lula, o que torna viciado o processo como um todo. Porque um Juiz não deve se envolver com nenhuma das partes;  se estiver inclinado prematuramente à condenação ou à absolvição do réu, deve-se considerar suspeito e afastar-se do caso!

Expressões do tipo “os fins justificam os meios” não cabem no mundo do direito. E ainda bem! Porque os adeptos dessa corrente só a defendem porque não estão no polo passivo dessa ação penal. Se se colocassem por um segundo no lugar de um acusado onde o juiz já estivesse predisposto a condenar-lhe, trocando figurinhas com o promotor sobre a melhor forma de atingir a condenação, talvez pensasse duas vezes antes de tomar partido nessa guerra política. Sim, política! Porque tudo culminou com o resultado das eleições, sobretudo por excluir do processo eleitoral aquele sobre quem recaiu a condenação.

Ratifico que este texto não se trata de defender a inocência de Lula, tampouco sua condenação. Trata-se da defesa do Estado Democrático de Direito, da Constituição Federal!

É meu direito, e de todos nós, ter a certeza que, se acusada for, terei um julgamento justo!

Há quem possa dizer: “Ah, só sofrerá essa injustiça quem cometer ato ilegal!” – vejam o risco desse pensamento! Isso pode nos levar de volta aos tempos sombrios do totalitarismo, da ausência até do rito processual, uma vez que bastasse ser acusado para ter-se a condenação!

Não nos esqueçamos:  qualquer um de nós pode se ver envolvido em um processo judicial, ainda que sejamos totalmente inocente!

Todos querem nosso país limpo da corrupção, próspero e capaz de proporcionar segurança, saúde e educação aos seus cidadãos... eu também sonho com isso! Mas a história nos mostra que os “salvadores da Pátria” geralmente se convertem em ditadores que se acham acima do bem e do mal, e que, facilmente, atravessam a linha da legalidade, porque a lei, para eles, pode “atrapalhar” os seus planos de salvar o mundo. E quem nos salvará deles?! (Major Elizete LIma)



Veja mais fotos:




Link:




Deixe seu comentário



Vídeo


Newsletter
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.