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ARTE ECOLÓGICA: Altoense cria e recria arte em estamparias com tingimento natural

Indagado pela reportagem da TV e Portal O jornal sobre as apetidões e os motivos que o levaram a produzir arte de materiais alternativos e naturais, ele prontamente respondeu: “Quando ainda adolescente eu iniciei esse trabalho artístico de artesão devido as condições econômicas e financeira da família, pois na época não havia programas sociais e assistenciais como há hoje em nosso país.
 Foto: TV e Portal O Jornal 

ARTE ECOLÓGICA: Altoense cria e recria arte em estamparias com tingimento natural

 

O artista artesão da cidade de Altos, Manoel Severino da Silva, trabalha há mais de 25 anos com material alternativo, reciclagem, e também material natural e, dessa forma, ajuda a minimizar a situação utilizando esses materiais para transformar lixo em luxo. Ele é membro da Academia de Letras e Línguas Nativas Altoenses – ALLNA, da cidade de Altos.

Os produtos confeccionados pelo artista são cobiçados por uma clientela diversificada: \\\"Pessoas de todas as classes sociais e, principalmente, aquelas conscientes de que precisamos nos voltar mais para as questões ambientais e cuidar melhor de nossa cidade, de nosso mundo, enfim\\\", argumenta o artista.

A natureza é uma fonte de inspiração para vários artistas plásticos do Brasil e do mundo, mas o piauiense Manoel Severino recorreu a ela não apenas como estímulo, mas também como suporte para suas obras de arte. Ele cria tingimento natural em roupas usando casca de folhas, flores e raízes de algumas plantas do cerrado como aroeira, murici, jatobá, açafrão da terra, entre várias outros.  Ele usa também a Insulina vegetal, planta que tem uma coloração diversificada e consegue  extrair várias tonalidades.

Severino, que é natural de Altos, apesar de já trabalhar com estamparia usando tingimento artificial, nunca havia utilizado esse tipo de material para fins de produção. \\\"Eu comecei a trabalhar com estamparia com tintura normal depois aprendi a extrair o corante natural sozinho. Sou artesão, mas venho me dedicando a estamparia com uso natural porque crio coisa natural e que não está ainda no mercado\\\", explica. Hoje, o artista produz camisetas, tecidos, vestidos, blusas, lenços. \\\"Não tem essa questão de peça, trabalho com qualquer material de tecido\\\", frisa.

O trabalho de Manoel é ecológico e ele mesmo faz a coleta das plantas. Por esta razão, há alguns anos, o altoense fez surgir a ideia da extração natural. \\\"O meu trabalho é bem alternativo, voltado para a sustentabilidade e respeito ao meio ambiente, uso os mais diferentes tipos de materiais encontrados na própria natureza, as plantas, mas uso outros elementos, como: lâminas de vidro, esponjas, maisena, sal grosso, cone de linha, linhas diversas, pentes e sucatas em geral\\\", revela.

Para produzir as peças, o artista utiliza, principalmente, as plantas distribuídas na região onde vive, priorizando espécies nativas e em períodos reprodutivo. Alguns exemplos são a Aroeira (Schinus terebinthifolius), Jatobá (Hymenaea sp.), Açafrão da terra (Zingiberaceae), Angico (Magnoliopsida), Insulina vegetal, cor de vinho e roxo, que tem uma coloração diversificada e consegue extrair várias tonalidades, Murici (Byrsonima), dentre outras. \\\"Nesse período, as cascas têm cinco a seis vezes mais tintas que em outros períodos\\\". Para chegar ao resultado que se vê nas imagens, ele aperfeiçoou um método. \\\"Tem um processo em que faço o desenho e a tinta daquelas folhas passam para o seu tecido, você pensa que é serigrafia, mas não é. Deixo as folhas durante um processo de oito dias no tecido. Eu faço o experimento com uma lavagem para saber se a tinta vai sair\\\", explica. Também há peças que são misturadas, prensadas de forma firme e compactadas com as plantas em cozimento. Deste modo, elas não perdem a coloração.

Indagado pela reportagem da TV e Portal O jornal sobre as apetidões e os motivos que o levaram a produzir arte de materiais alternativos e naturais, ele prontamente respondeu: “Quando ainda adolescente eu iniciei esse trabalho artístico de artesão devido as condições econômicas e financeira da família, pois na época não havia programas sociais e assistenciais como há hoje em nosso país.

Dentre os desenhos e formas estão folhas em blocos, cones, espirais, e o universo feminino. Para criar, ele se inspira na natureza, nas diferentes manifestações da vida, na diversidade de formas e cores das plantas. O sucesso das peças vem crescendo cada dia e já conquistou o maquiador Marco de Biaggi. Manoel fez 4 peças para um filme que está sendo gravado em Aliança, Pernambuco, com tingimento natural.

 

Fonte: Meio Norte /Edição TV e Portal O jornal

 

 






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