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ZÉ DA PRATA – O MAIOR POETA DE ALTOS – O PRATA DE LEI

EU MESMO (POEMA AUTOBIOGRÁFICO) José Fernandes, meu nome, Carvalho, paterna herança, Da Prata, por apelido, Caboclo por confiança.
 Foto: O JORNAL  

17ª EDIÇÃO ESPECIAL DO TABLOIDE O JORNAL

JOSÉ FERNANDES CARVALHO, popular \"ZÉ DA PRATA\", nasceu na localidade Prata, município de Altos-PI, no dia 1º de Junho de 1871. Violeiro, poeta, trovador e repentista e repentista de grande talento, produziu vasta obra que continha mensagens polêmicas para a sociedade de sua época, como o erotismo e críticas de cunho político. Tocava Sanfona com rara felicidade e tinha o hábito de cantar nas festas. De aguçada inteligência, estudou com mestre de primeiras letras, que declarou em pouco tempo nada mais ter a ensiná-lo. Tinha boa letra e muita força de vontade, porém o jovem beletrista entregou-se cedo aos árduos trabalhos de lavrar a terra e à boêmia, o que, juntando-se às dificuldades financeiras da família devem tê-lo privado de prosseguir a devida formação educacional.

Zé da Prata casou-se com Liduína Maria de Paiva Oliveira, filha de João de Paiva Oliveira (o filho do fundador de Altos), com quem teve doze filhos, dos quais apenas dois sobreviveram: Raimundo Nonato de Carvalho, o Mundinho Prata, que foi o melhor sanfoneiro da época em que viveu, e Francisca Carvalho Paz, poeta de invulgar beleza em suas composições. Foi lavrador, funcionário da Prefeitura Municipal de Altos, escrivão da Coletoria Estadual, em Altos, e recusou, por questão de princípios, o cargo de Delegado de Polícia. Viúvo e já sem a companhia dos filhos Mundinho e Francisquinha, porquanto estes já estavam casados e cuidando de suas famílias, o poeta altoense passou a residir na antiga Avenida Getúlio Vargas, atual Francisco Raulino, no lugar onde hoje se encontra a residência do senhor Benedito Sepúlveda, o Bené. Veio a falecer em 14 de março de 1949, na localidade Canto Alegre (parte integrante do atual município de Coivaras, que se desmembrou do município de Altos em 01 de janeiro de 1993), na casa de seu amigo, o ex-vereador Antônio Inácio de Oliveira, que o acudiu na velhice e na doença, não o deixando morrer à míngua.

 Zé da Prata é um poeta de língua afiada e pensamento ligeiro, além de possuir um domínio incrível das formas poéticas da literatura de cordel, como as quadras, as sextilhas e as oitavas, que eram suas preferidas. Obviamente, por se tratar de um autor da tradição oral, há variações notáveis entre seus textos.  O poeta não deixou obra escrita, mas seu talento é reconhecido e sua poesia permanece viva na memória popular, tendo sido transmitida às gerações posteriores através da tradição oral. De uma forma espontânea e inteligente, criticou e satirizou os principais acontecimentos políticos e sociais de sua época.

 

     EU MESMO

 (POEMA AUTOBIOGRÁFICO)

José Fernandes, meu nome,

Carvalho, paterna herança,

Da Prata, por apelido,

Caboclo por confiança.

 

Prata de lei no repente,

Está nisto o meu tesouro.

Em muitas vezes a prata

Serve melhor do que o ouro.

 

De Altos sou altaneiro,

Minha terra predileta,

Não me faz viver a rogo...

 

Sou do trabalho o primeiro,

Pois com carta de poeta

Não se põe panela ao fogo.



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