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ENTREVISTA: Chega em Altos as primeiras informações da missão da Altoense Joice Naira no Haiti

jovem Joice Naira, da Juventude Missionária do Piauí, fará uma experiência missionária no Haiti por 3 meses.
 Foto: CNBB Regional Nordeste 4 

Joice Naira

O discipulado se faz pela escuta atenta e pela proximidade com Jesus na comunidade de fé. Fale sobre sua caminhada na Igreja.

Joice: Nasci numa família católica, com uma mãe envolvida na catequese. Desde muito cedo, minhas irmãs e eu estávamos presentes na Igreja. Aos 12 anos, ingressei no grupo de coroinhas da minha paróquia e, assim, comecei a exercer minhas funções na Paróquia Nossa Senhora das Mercês, na cidade de Altos – PI. Mas, encontrei-me, de fato, na catequese, e, por um longo tempo, estive assiduamente na mesma. Atualmente, devido as demandas da coordenação da Juventude Missionária no meu regional e para melhor desempenho da mesma, tive que me ausentar dessa atividade nas turmas. Entretanto, ainda continuo a colaborar em algumas formações dos jovens da crisma e na formação dos catequistas. No ano de 2010, ao participar de um retiro de 15 dias chamado Luz-Vida, movimento evangelizador criado na Polônia e trazido ao Brasil pelo bispo Dom Eduardo Zielski (atual bispo referencial da Missão no Regional NE IV), foi que comecei a aprofundar-me no carisma da missão, empenhando-me em formações e buscando crescer numa perspectiva missionária. Em seguida, conheci a Juventude Missionária que me integrou ainda mais, trouxe-me lições de vida e oportunidades de estar ajudando as pessoas, vivendo o encontro com o Ressuscitado por meio dos irmãos, sejam eles da mesma fé que a minha ou não, modificando assim minha visão de mundo e de ser Igreja na vida das pessoas.


Como se deu a preparação para a experiência missionária no Haiti?

Joice: O convite foi feito pelo atual Secretário Nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, Pe. Badacer Neto. A experiência missionária para o Haiti faz parte de um projeto “Juventude Ad Gentes”, que é uma parceria das Pontifícias Obras Missionárias com a Conferência dos Religiosos do Brasil. A Juventude Missionária, em seu carisma, quer atender ao mandato de Jesus que nos envia e nos acompanha nos mais diferentes lugares para que a Boa Nova seja proclamada a todos os povos. O projeto quer cooperar, efetivamente, no âmbito da missão Ad Gentes, com o envio de jovens para fazerem uma experiência de missão além-fronteiras. O intuito dos jovens que são enviados junto a estas frentes missionárias, é se fazer presença de comunhão e fraternidade, na convivência e na partilha da vida. Também, faz parte do projeto a Corrente Solidária, uma colaboração financeira que unifica todos os grupos de JM do Brasil para cooperar nas atividades de evangelização, saúde e nos projetos de educação, que no Haiti são desenvolvidas.


A família deve ser a primeira anunciadora do Evangelho. Como sua família ajudou na formação da sua fé?
Joice: Tive uma boa formação familiar, estabelecida em muito diálogo e respeito mútuo. De fato, a minha família foi a primeira base para o alcance do Evangelho, embora em outras realidades a família não seja base e nem se faz presente nesse contexto, o que também não impede outros jovens de terem uma boa formação de fé. A família não é tudo nesse processo, mas garanto que quando a mesma é envolvida nisso, se torna bem mais fácil a jornada. Hoje, numa vida adulta e avaliando minha caminhada, vejo que meus pais levaram a sério o compromisso que a Igreja recomenda, desde o batismo até a uma educação moral. Foi no ambiente familiar que se constituiu em mim a solidariedade e as responsabilidades comunitárias, o que me ajudou a crescer na fé pelo testemunho de uma vida de acordo com o Evangelho.


Como missionária qual experiências já viveu?
Joice: Minhas primeiras experiências missionárias começaram na minha paróquia, junto à pastoral catequética. Visitávamos as comunidades mais distantes e passávamos o final de semana auxiliando e colaborando com os dirigentes das mesmas, visitando as famílias dos catequizandos, e outras casas da comunidade para estabelecer uma fraternidade e diálogo, e buscar melhor eficácia na evangelização catequética, proporcionando uma experiência de conhecer e estar enraizada numa fé mais sólida e vivida a partir do encontro pessoal com Jesus. Também tive experiências missionárias com o grupo de jovens da minha paróquia, o que foi um grande estímulo para que eu adentrasse no COMIDI da minha diocese (Diocese de Campo Maior), a partir disso os horizontes para a missão se tornaram extensos. Adentrei na Juventude Missionária, e a missão amadurecia gradativamente em minha vida e tornava-se mais presente, entre realidades urbanas e rurais. Vivi minha fé entre outras comunidades, quilombolas, indígenas e periféricas que me deixaram marcas e fizeram-me querer continuar andando ao encontro de outros. Descobri minha paixão pela missão em cada lugar que estive, em cada experiência missionária vivida no meu regional (NE IV) e em outros regionais (encontros/intercâmbios/missão jovem/missão nacional). Percebi que Deus tem me dado a graça de conhecer a fundo o seu Reino e seus protagonistas, em diferentes culturas, expressões e formas, acredito que a experiência no Haiti tornará isso bem mais amplo na minha vida!


O que desperta dentro do seu coração o ardor missionário?
Joice: O ardor missionário é resultado de um encontro, um encontro pessoal com Jesus. Jesus não quis que o Evangelho paralisasse n’Ele, mas quis que continuasse. Quando desfrutamos desse encontro, queremos partilhar e fazer com que outras pessoas também possam conhecê-Lo e vivenciem uma experiência com Ele. Por acreditar em Deus e ter vivido a experiência desse encontro é que não perco a esperança, sei que há muito por ser feito e que é preciso praticar o bem e acreditarnum amanhã melhor. Prontifico-me na missão, não só numa missão de “sair” da minha realidade para outra, mas acredito que numa vivência diária da própria vida – convivência de trabalho, universidade, locais de lazeres, etc. – que num diálogo/gesto/forma de ser e agir ajuda as pessoas a descobrirem sua espiritualidade, e que, por vezes, ajudam a nós a enraizar e renovar a nossa.


Você estuda, trabalha como equilibra estas realidades, a família, os relacionamentos, com a vida missionária?
Joice: Um tanto complicado conciliar tudo, mas tudo depende da vontade e esforço! Embora, às vezes, nem eu mesma sei como dou conta, vou me equilibrando como posso para não deixar fragmentada nenhuma dessas realidades e, aqui e acolá, quando fragmenta, revejo uma forma de uni-las novamente numa “estabilidade”!


Especifique sobre essa missão, expectativas e sentimentos que surgem diante dela?
Joice: Quando foi dado o anúncio/divulgação de quem iria para a missão, recebi algumas mensagens, de amigos e conhecidos, e até de jovens que não conhecia. O primeiro sentimento que brota com isso é a gratidão pela solidariedade das pessoas, seja numa palavra ou quando estendem suas orações; você percebe o apoio, e isso motiva muito, muito mesmo! Embora alguns estejam nos vendo como “as corajosas”, acredito que o verdadeiro missionário não seleciona o lugar que deve fazer missão, mas se disponibiliza a servir onde quer que esteja e seja chamado. Fazer parte da construção desse projeto e da história da Juventude Missionária é motivo de privilégio para mim. Tentarei exercer da melhor forma o que me for estabelecido. Carrego o desejo de personificar meu espírito cristão e aprimorar meu lado humano no serviço daqueles que necessitam, assim como Papa Francisco nos pede “uma Igreja para os pobres”, “uma Igreja em saída”, “uma Igreja para todos”. Desejo, fervorosamente, ser e sentir-me útil nessa colaboração, doando-me para bem servir numa realidade bem distinta de outras experiências missionárias já vivenciadas e ser “motivo de inspiração” para que outros jovens possam também desfrutar dessa experiência. Direciono-me ao Haiti com a mesma fé de todos os dias, de todos os caminhos e possibilidades, de todas as missões e que ocorra tudo bem!


Para você, o que é missão?
Joice: A missão para mim é aquela que transforma a realidade com a força do Evangelho. É a alma da Igreja, é um braço na sociedade, uma resposta da Igreja para essa mesma sociedade; é aquela que mostra uma fé que salva, uma esperança que ilumina, que germina uma mudança para uma caridade que ama! A missão é aquela que une diálogos, aquela que chega para servir num bem comum, que transforma, edifica, derruba muros para construírem-se pontes, no intuito de indicar um caminho e não impor doutrina!

Fonte: CNBB Regional Nordeste 4



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