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Carnaval de Altos: 08 décadas de tradição e muita folia

Na virada da década, século e milênio, ressurgiu o tradicional carnaval de rua com blocos.
 Foto: Divulgação 

CARNAVAL DE ALTOS - PI.

 

Data de 1937 a mais remota referência ao carnaval em Altos. Nesta data foi criado o primeiro bloco carnavalesco da cidade. Esse bloco foi liderado pelo mestre Paulistano, que também foi idealizador de sua formação. Para formar o primeiro bloco carnavalesco da história de Altos ele convidou alguns amigos. Depois de reunir um bom número de foliões, mestre Paulistano formou o bloco, estabeleceu as formas, os trejeitos da folia e comandou o mesmo até o início da década de 40, quando, a partir daí, sugiram outros blocos.

No início da década de 40 outros foliões tiveram destaque, o que fez com que o bloco do mestre Paulistano saísse de cena. Mestre Abdias Costa, Norberto Gomes, Mestre Chico, Barbadinho, Chico Cristino, Antônio Dorneles, Damiana, Nana Pedro, Onesina, Paixão, Janoca, Deuselina e outros foram os foliões quer mais influenciaram o carnaval daquela época. Tal influência culminou na criação de outros blocos. O de maior preponderância foi o bloco dos operários, composto por carpinteiros, pedreiros, alguns barnabés e outros.

 Nos anos 50, a comemoração carnavalesca teve sua rotina alterada, Em vez de percorrer as principais ruas, como de costume, passou a concentra-se em locais pré-estabelecidos. Os mais comuns eram a Prefeitura da cidade,  e algumas casas particulares. Nesses locais, a animação ficava por conta do sanfoneiro Libório.  Outros músicos, com seus respectivos conjuntos também colaboravam com a animação.

Quatro anos depois da década de 60 mais um bloco foi criado. Tratava-se do bloco do “Cassaco também é gente”, que teve sua formação idealizada por Edmundo Chaves do Nascimento.  Seus demais integrantes eram: José Adelmo, Francisco Cícero Tavares, João de Deus Vitorino (Tatinho), Eduardo Buchudo, e seu irmão Carlinhos, Luzilson, Índio, Sargento Elifas Levi Pires Borges e outros.

Na década de 70, um fato inusitado aconteceu: em 1973, Valber Lacerda de Loureiro, “o Fein”, que saiu fantasiado com trajes femininos sozinho às ruas da cidade. No ano seguinte outros foliões passaram a segui-lo, o que levou a formação e criação do bloco das virgens, composto exclusivamente por homens vestidos como mulheres. Antônio Josias e Chico Irene integravam o Bloco das Virgens no início da formação. Com o passar dos anos, o Bloco das Virgens cresceu e juntamente sua organização. Em 1988 foram escolhidos o primeiro Rei Momo (Zé Gordo) e a primeira Rainha (Rosa Albertina) do Carnaval altoense.  No ano seguinte os escolhidos foram Washington Raulino Júnior, Rei Momo, e Cláudia Regina, Rainha. Carlos Silva, componente, compôs três músicas para o bloco. “A capital da manga” (1991), “ Guerra de Sadam Hussein” (1992) e “Aids” (1993) eram seus títulos. Esse bloco continua saindo no desfile carnavalesco da cidade de Altos até os dias atuais, constituindo-se na folia mais tradicional da história carnavalesca altoense.  

Na década de 80, com o surgimento das pistas de “dance” nos clubes e danceterias altoense, tornou-se tradicional os bailes carnavalescos, com intensa participação da juventude estudantil, haja vista a pequena reabertura democrática surgida no início da década. Alguns clubes e danceterias que promoviam os bailes carnavalescos foram:  Centro Operário Altoense (entidade), Churrascaria Paixão (Martin Marinheiro), Churrascaria Som Baile (João Nega), Danceteria Max Dance (Maximiano) Vilany Club (Zé do Anísio), Churrascaria Nova Vida (Os Catarinos), Altos Brilhos Danceteria (Os Catarinos), Churrascaria O Pedrinho (Pedrinho), Hawai Danceteria (Luís Carlos), entre outras que realizaram os bailes de carnaval na década de 80 e meados dos anos 90, em Altos.

Na virada da década, século e milênio, ressurgiu o tradicional carnaval de rua com blocos alternativos, organizados com abadas e adereços, formados por grupos homogêneos, como : Sim Ganô (bloco dos paredões de som), Saideira (bloco da curtição), Manga Rosa (bloco LGBT),  Sede Zero, Sandango Folia, OZ Bagageiros,  cujos festivais e encontros  de foliões são realizados no Calçadão da Praça Cônego Honório, centro de Altos, patrocinado pelo departamento de cultura da Prefeitura Municipal de Altos, desde a gestão da prefeita Elvira Raulino (2001-2004), permanecendo até os dias atuais. Esse modelo atual de folia na cidade de Altos é realizado durante 04 dias de festa, sendo que no último dia, terça-feira, os blocos se reúnem na Praça João Furtado e percorrem toda a Avenida João de Paiva até alcançar o Calçadão da Praça Cônego Honório, centro de Altos – Pi.  

As comemorações carnavalescas da cidade de Altos, desde o surgimento, não param. Algumas são diferentes ou deixam a desejar, mas o carnaval em Altos não parar. Sempre tem alguma manifestação em forma de comemoração. Nem sempre tão glamorosa. Mesmo assim, já são mais de 08 décadas de tradição e participação na cultura altoense.

O Jornal – A Melhor Informação

 






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