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ALTOS: O tráfego de entorpecentes, o consumo, a fragilidade das leis, a inercia do Estado e o medo de denunciar

Outro forte aliado dos traficantes, é a desagregação familiar que ainda aliada à falta de proteção das famílias e da sociedade comum todo deixa um campo literalmente fértil, pois nem a família e nem a sociedade tem coragem de denunciar. Então diante de tudo isso, o que fazer? Como será o amanhã? E aquém devemos recorrer? Pois Altos disputa hoje com Campo Maior o primeiro lugar no estado do Piauí no ranking do uso de crack.
 Foto: O Jornal 

A alvarmente estatística das dragas em Altos

O município de Altos tem ocupado as manchetes dos veículos de comunicações do estado do Piauí.

É inegável que pautas positivas tenha ocupado as principais manchetes dos meios de comunicação, uma delas é que o Altos tornou-se referência para o Brasil e até o mundo no que diz respeito ao futebol.

O ascendente e brilhante time do Altos, que é a Sociedade Esportiva Altoense vem mostrando para o Brasil que o Piauí tem futebol.

Na política não tem como esquecer que foram alavancadas inúmeras mudanças, depois da administração do grupo político que hoje governa o município, que é composto por Patrícia Leal, Warton Lacerda, Nerirrony Lacerda e CIA.

Para sustentar a teoria do crescimento e mudanças que foram executadas nesses quase 05 anos de administração que tem como Slogan “Altos Construindo uma Nova História”, cita-se a questão da mobilidade urbana por meio de pavimentação asfáltica, a construção de 07 unidade básica de saúde, a reforma e ampliação do Instituto de Saúde José Gil Barbosa.

Pavimentação em vários bairros da cidade por meio de calçamento, melhoramento no sistema de abastecimento de água com a perfuração de quase 100 poços tubulares, o melhoramento no sistema de iluminação pública construção de unidades habitacionais, construção de praças a exemplo da construção da bonita praça no conjunto Tonica Almeida, no bairro Tranqueira onde além da praça calçou o conjunto por completo e outras notáveis mudanças.

Mais o progresso advindo dessas e outras mudanças, também tem preço, longe da alçada municipal, verifica-se um indiscriminado uso de entorpecentes. 

Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Municípios mostra que o crack está presente em pelo menos 60% das cidades do Piauí e esse número pode ser ainda maior. Além de Teresina, cidades como Altos e Campo Maior estão tomadas pela droga.

Em todos esses municípios, a droga circula livremente principalmente entre os jovens e destrói muitas famílias. Só na Comunidade Terapêutica Casa do Oleiro, são 130 jovens que tentam mudar de vida. 

O problema é tão grave que as vagas foram divididas entre mulheres, adolescentes e também egressos do sistema prisional. O trabalho dá resultado, mas não consegue dar conta da grande demanda. 

O diretor José Gouveia explicou que é preciso um apoio maior da sociedade para oferecer oportunidade a quem sofre com a dependência química. “O melhor caminho é a prevenção. Mas como nós perdemos o controle não podemos olhar para os nossos irmãos que estão sofrendo com essa doença e não fazer nada”, comentou.

Alexandre Alves vivenciou o uso de drogas na rua. Começou a usar crack ainda na adolescência e só conseguiu largar o vício há um ano quando procurou ajuda. A droga levou o jovem ao fundo do poço. “A droga mata a pessoa aos poucos. Quando eu não tinha dinheiro eu ia ao sinal de trânsito e roubava para manter o vício”, falou. 

De acordo com o coordenador estadual de enfrentamento às drogas, Sâmio Falcão, são mantidos convênios com 22 casas de reabilitação. Além do tratamento, outras ações de prevenção também são realizadas. Segundo ele, a ausência de conselhos de políticas sobre drogas nos municípios dificulta o acesso a mais recursos nessa área.

“Poucos municípios tem a criação do conselho, infelizmente. A gente tem feito todo mês capacitação nas cidades voltada para profissionais multiplicadores desse enfrentamento as drogas e também orientado aos municípios a criar conselhos para vir recursos e desenvolver projetos”, explicou.

Somados às dificuldades já citada pelo portal G1, e mais a inercia do estado no sentido de desenvolver políticas sociais, para salvar os jovens, ainda tem o carma da fragilidade das leis e à aberração do sistema prisional.

Infelizmente as casas de detenção do Brasil e sobretudo do Piauí, serve de ponto de apoio e mais que isso de escola para os reclusos, normalmente um recluso entra com um crime no sistema prisional e sair com dois ou três, um crime praticado fora da cadeia e dois dentro da prisão. 

Outro forte aliado dos traficantes, é a desagregação familiar que ainda aliada à falta de proteção das famílias e da sociedade comum todo deixa um campo literalmente fértil, pois nem a família e nem a sociedade tem coragem de denunciar.

Então diante de tudo isso, o que fazer? Como será o amanhã? E aquém devemos recorrer? Pois Altos disputa hoje com Campo Maior o primeiro lugar no estado do Piauí no ranking do uso de crack.  (Marron, Elisângela, Gilberto e Lia Raquel)

 

 



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